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marcel powell e augusto martins - certas coisas - tributo a helio delmiro - casa do choro

qua., 13 mai ✦ 19:00

Rua da Carioca, 38

Rua da Carioca 38 Centro, Rio de Janeiro

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marcel powell e augusto martins - certas coisas - tributo a helio delmiro - casa do choro (foto do evento)

Detalhes do Evento

álbum “CERTAS COISAS” celebra vida, arte e música nos palcos

>>> Duo de Augusto Martins, com o agora imortal Hélio Delmiro, está no streaming

>>> O cantor vai para estrada dividir voz com a música vigorosa de Marcel Powell, costurando com a voz três gerações do violão brasileiro

>>> Álbum teve a produção de Moacyr Luz

E chegou a hora do álbum chegar ao palco, da dedicação no estúdio se transformar em grande som no palco. Gravado ao longo de 2023, “Certas coisas” é um projeto com 12 canções, voz e violão/guitarra que ganhou vida nas mídias digitais em maio de 2025. Infelizmente, já debilitado de saúde, o referencial violonista/guitarrista Hélio Delmiro veio a falecer em junho.

Palavras de Helinho sobre “Certas coisas” que, involuntariamente, se tornaram de despedida: “Cumplicidade total! Estivemos muito bem nas emoções (nota do assessor: ele e Augusto). Rendimento acima do que um duo pode oferecer!!!

Espetacular!!! Profí!!! Grande demais pra ser duo! Som impecável; tudo absolutamente original; interpretação perfeita!” Ciente das limitações de saúde, Helinho teve tempo de abençoar a dobradinha Augusto + Marcel Powell ao vivo.

Entre centenas de grandes participações em palco/estúdio, vale destacar que Helinho foi a guitarra no mítico disco “Elis & Tom” (1974) e o instrumental, ao lado de César Camargo Mariano, “Samambaia” (1981).

O show “Certas coisas” será composto, além do repertório completo do álbum (confira abaixo), com o adendo de dois clássicos instrumentais do currículo de Helinho:

“Samambaia” (do pianista e parceiro César Carmargo) e “Round about Midnight” (Thelonious Monk).

A serem executados de forma solo por Marcel.

A dupla Augusto e Marcel também tem história. Além de inúmeros shows, em 2013 lançou pelo selo Kuarup o aplaudido álbum ‘’Violão, Voz e Zé Kéti’’. Então, entram mais duas canções para fechar o repertório do show “Certas coisas”: “Opinião” e “A flor do lodo”, clássicos do sambístico compositor carioca.

Um espetáculo que a partir de oceânico repertório estético, sonoriza também a potência de três gerações do violão brasileiro: _ Baden foi referência para Helinho e o respeito tornou-se mútuo

_ Marcel aprendeu os primeiros acordes em casa e aplaudiu muitas melodias de Helinho nos palcos

** Augusto Martins O penúltimo lançamento musical do cantor Augusto Martins foi há dois anos, o trabalho “Minhas digitais”, e uma gravação se tornou marcante no trabalho, na parceria vocal do cantor com o grupo vocal MPB4, entoando clássico recente de Chico Buarque _ “Que tal um samba?”. Na carreira de Augusto, a este trabalho somam-se outros 11 álbuns que também tiveram mais nobres participações como João Donato (de quem se tornou parceiro junto com Moacyr Luz em “Flor da trovoada”), Ivan Lins, Beth Carvalho, Cláudio Jorge etc.

** Marcel Powell Virtuoso violonista, filho e herdeiro dileto do mestre obrigatório, Baden. Marcel Powell nasceu em Paris, 1982, e é músico profissional desde os nove anos de idade, quando começou a tocar com seu pai. Em 2006 venceu o Prêmio Rival Petrobrás de ‘’melhor instrumental solo’’, ano em que também foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira como artista Revelação com o Disco ‘’Aperto de mão’’. Já percorreu Brasil, Europa e Japão, violão em punho, e colaborou com diversos artistas qual Diogo Nogueira, Toni Garrido, Hamilton de Holanda e Gilson Peranzzetta. Em 2022 lançou o álbum 'Pro Tião' em duo com o pianista e maestro Gilson Peranzzetta (selo Kuarup). Em 2023, Marcel Powell lança o álbum “Baden Powell tribute” (Kuarup) em duo com Armandinho Macêdo (Armandinho da Cor do som).

** O álbum “Certas coisas”

“Certas coisas” é composto por 12 faixas, quatro línguas diferentes (confira repertório abaixo), tudo unificado pelas cordas violonísticas de Hélio Delmiro e as cordas vocais de Augusto Martins. A aproximação dos artistas teve um cupido: o compositor Moacyr Luz. Moa tem em Helinho seu grande padrinho musical. O autor de pérolas como “Vida da minha vida” e “Saudades da Guanabara” produziu um trabalho completo de Augusto, “Minhas digitais”. Entre as faixas desse álbum entrou a canção de Lulu Santos, “Certas coisas”, que receberia o violão de Delmiro. Contudo, optou-se por arranjo pop. E a ideia foi para a gaveta.

Não por muito.

A trinca, produtor + artistas, decidiu reler a mesma composição, “Certas coisas”, agora com harmonia revirada + voz e violão em duo mpbístico. Houve um arregalar de emoção! E a partir desse auspicioso pontapé inicial, um salto: Augusto + Helinho posaram seus talentos a serviço de “Fotografia” (Tom Jobim). E a guitarra nessa faixa, no disco seminal de 1974, “Elis & Tom”, tem as digitais de Hélio Delmiro.