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orquestra furiosa portátil - temporada 2026 - clássicos do choro - casa do choro

qui., 23 abr ✦ 19:00

Rua da Carioca, 38

Rua da Carioca 38 Centro, Rio de Janeiro

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orquestra furiosa portátil - temporada 2026 - clássicos do choro - casa do choro (foto do evento)

Detalhes do Evento

2º CONCERTO – CLÁSSICOS DO CHORO

22 e 23 de ABRIL na Casa do Choro (Rua da Carioca 38, Rio de Janeiro)

O segundo concerto da Temporada 2026 da Orquestra Furiosa Portátil traz o espetáculo “Clássicos do Choro” em comemoração ao Dia Nacional do Choro.

No repertório, a história do Choro é visitada através de músicas que marcaram época e que ajudaram a definir algumas das características mais marcantes da música brasileira, desde seus primórdios nas últimas décadas do século XIX até sua consolidação na primeira metade do século XX.

Começamos com algumas das músicas brasileiras mais representativas do século XIX, e que são tocadas nas rodas de choro até os dias de hoje. Peças como a polca “Flor amorosa”, composta pelo virtuoso flautista Joaquim Callado em 1880, alguns meses antes de sua morte prematura, aos 31 anos de idade; e como o tango brasileiro “Gaúcho” (ou “Corta-jaca”), um clássico absoluto composto por Chiquinha Gonzaga e apresentado nos palcos cariocas pela primeira vez em 1895, na opereta Zizinha maxixe.

Passamos por clássicos que marcaram o choro, sendo gravadas centenas de vezes no Brasil e no mundo, como o tango brasileiro “Odeon”, lançado por Ernesto Nazareth em 1909, e o choro “Tico-tico no fubá”, composto por Zequinha de abreu em 1917.

Contamos um pouco da ligação do choro com a música de carnaval e dos ranchos carnavalescos, trazendo músicas que foram criadas em homenagem a alguns dos mais famosos ranchos carnavalescos do início do século XX. É o caso das polcas “Ameno Resedá”, criação do mesmo Nazareth em 1913, e “Flor do abacate”, do trombonista Álvaro Sandim, gravada pela primeira vez em 1914.

Homenageamos a figura maior do choro e da música brasileira, Pixinguinha, através de alguns de seus grandes clássicos: “Lamentos”, choro moderníssimo composto pelo mestre na década de 1920, “Ainda me recordo”, choro de 1931, e a polca “Paciente”, de 1949.

O repertório se encerra com outro clássico, “Um chorinho pra você”, composição de outro aniversariante do dia 23 de abril, o pernambucano de Limoeiro Severino Araújo.

Muitos dos arranjos executados nesse repertório foram escritos por Pixinguinha para a Orquestra do Pessoal da Velha Guarda, em fins da década de 1940, e adaptados para a Furiosa Portátil. Outros arranjos foram escritos especialmente para este espetáculo, por arranjadores como Jayme Vignoli, Lucas Porto, Marcílio Lopes, Paulo Aragão e Pedro Paes.

Orquestra Portátil – 20 anos

Formada em 2005, a Orquestra Portátil nasceu como uma prática coletiva da EPM e se consolidou como referência nacional no ensino e difusão do choro, gênero reconhecido como patrimônio cultural brasileiro. A proposta é unir a força sonora de uma orquestra à espontaneidade popular do choro, oferecendo uma experiência musical que emociona e educa ao mesmo tempo.

A coordenação geral é da cavaquinista Luciana Rabello, fundadora da Casa do Choro e da EPM, e a regência dos concertos é assinada pelo maestro e pesquisador Pedro Aragão (professor da UNIRIO).

“Levar a Orquestra Portátil a diferentes regiões é um ato de amor à nossa cultura. A proposta é justamente descentralizar o acesso e valorizar o choro como expressão viva e contemporânea. O circuito no Rio de Janeiro, em regiões periféricas, reforça nosso propósito de formar músicos e públicos em todo o Brasil, mantendo viva a tradição do choro em diálogo com o presente”, destaca Luciana.

Entre os instrumentistas, estão nomes de destaque como o violonista e arranjador Paulo Aragão, o cavaquinista Jayme Vignoli, além dos irmãos Everson e Aquiles Moraes, que começaram sua formação na EPM e hoje integram o grupo como expoentes de uma nova geração de músicos.