SONIA SANTOS - o samba mandou me chamar - única apresentação
qui., 3 set ✦ 19:30
Detalhes do Evento
O que rola:
SONIA SANTOS em O SAMBA MANDOU ME CHAMAR
A cantora, que vive nos Estados Unidos e é um dos nomes mais importantes da música brasileira do final dos anos 70, dá primeiros detalhes deste novo show, que faz apresentações em maio em São Paulo, da carreira de mais de seis décadas, das composições feitas para ela por Tim Maia, Jorge Ben Jor e Luiz Melodia, e sua história junto ao “Fantástico”, da TV Globo
Após duas apresentações do show “Samba Mandou Me Chamar”, em São Paulo, chegou a hora do público carioca assistir ao novo trabalho de Sonia Santos, que volta ao Brasil para uma temporada de apresentações. Com mais de seis décadas de carreira, um dos nomes mais importantes da música brasileira no final dos anos 70, tendo se destacado com a música “Porque”, de Raul Seixas e Paulo Coelho, que foi trilha da novela “O Rebu”, da TV Globo. O show acontece no dia 3 de setembro às 19h30 no Teatro Rival Petrobras.
“O público vai descobrir, e redescobrir, coisas novas num repertório bem escolhido. Eu acho que eles vão gostar, tenho certeza que vão, porque eu já gosto, né, e se eu gosto, não sou diferente de ninguém (rs)”, diz a artista sobre o show.
A direção de produção é de José Luis Coutinho, que tem 40 anos de atividades e atualmente é Diretor Executivo do Teatro Poeira. Já a produção executiva e a cenografia são de Marcelo Aouila, produtor com 30 anos de experiência.
“Ambos, José Luis e Marcelo, têm grande influência na escolha do repertório e do nome do show. Eles acham que é dessa forma que o samba está, entende? Tem umas releituras nas músicas que eu escolhi, por exemplo, no “Água de beber”, eu fiz uma releitura baseada num arranjo da Tânia Maria, que eu acho espetacular, que é cantada e tocada como um jazz, acho super oportuno. Vai ser super interessante e tenho certeza que os nossos companheiros músicos aí no Brasil também vão curtir e a gente juntando essa harmonia de sentimentos, de sensações, vamos entregar um produto bem legal. Então, “O samba mandou me chamar” é como o Evaldo Gouveia um dia falou, “quer ver eu querer, me dê, quer ver eu ir, me puxe, então, se o samba tá me puxando, lá vou eu”, complementa Sonia sobre o nome do show.
No repertório estão músicas compostas especialmente para Sonia por Tim Maia (“Somos América”), Jorge Ben Jor (“Pátria Amada) e Luiz Melodia (“Gerações”), além de clássicos do samba como “Upa Neguinho”, “A Lavadeira”, “Brasileirinho” entre outras.
“São as músicas que Tim, Melodia e Jorge fizeram pra mim, que, mesmo não tendo nada de novo, continuam sendo muito atuais quando a gente observa as palavras", completa.
“O Samba Mandou me Chamar” é feito para que as novas gerações conheçam o trabalho da cantora e para que os fãs saudosos possam voltar a cantar o samba, o jazz e o soul de Sonia Santos.
Outras informações nos perfis do Instagram @soniasantos.singer e do show @osambamandou
SOBRE SONIA SANTOS
Sonia Santos é uma cantora brasileira que fez enorme sucesso no Brasil nos anos 1970, após o sucesso com a música “Porque”, de Raul Seixas e Paulo Coelho, ela foi contratada pela TV Globo para apresentar os números musicais do “Fantástico”, ao lado do lendário ator Grande Otelo. Atualmente ela mora em Los Angeles (EUA), onde passou a desenvolver carreira artística cantando em português, espanhol e em inglês.
“Um dos momentos marcantes que me recordo do Fantástico foi quando gravei em um ringue de box montado no meio do Maracanãzinho vazio, a música de Reginaldo Bessa e Nei Lopez “Tributo a Cassius Clay” - pensei… “puxa vida, tô virando uma artista de verdade” … a direção acho que foi de Maurício Sherman. Outro momento parecido foi quando em São Paulo, sob direção de Aloísio Legey, gravei Speed, uma música que o Joge Ben Jor escreveu para mim, também para o programa. Ainda é mágico porque lá estava dançando no vídeo, personificando o malandro “Speed”, meu mano amado, agora no céu, Estevam Paulo. Então é um momento de emoção e de saudade”, relembra Sonia sobre sua história com o Fantástico.
Culturalmente, Sonia Santos é um símbolo de resistência, de identidade e de conexão entre o Brasil e o mundo. Sua voz atravessou a fronteira geográfica para tocar corações e almas, e sua carreira se tornou um modelo de como a música brasileira pode ser universalmente reverenciada sem perder suas raízes.
No ano de 1990 a cantora começou as suas idas para os Estados Unidos, onde, posteriormente, iria morar, para fazer a turnê de “Oba Oba”, espetáculo de Sargentelli, que teve seus direitos adquiridos por Franco Fontana e produzido por lá.
“Eu vim para cá porque eu estava muito preocupada com a situação social e política da negritude no Brasil. Naquele momento fiquei sem condições, energia, acho que espiritual, moral, etc., de continuar a luta ali, e aí aconteceu essa oportunidade de vir para os Estados Unidos, sendo “lead singer” do “Oba Oba”, um espetáculo internacional dirigido pelo Franco Fontana, um italiano da Sicília. Então nós viemos tocar em Nova York, na Broadway, no Marquis Theater”, acrescenta.
Sonia teve vários momentos importantes nos Estados Unidos. Em 2002 com o seu grupo “Brasil Brazil Show”, com a participação da Ana Gazzola, abriram o show do cantor Al Jarreau em Nova York e também da diva do jazz norte americano Nancy Wilson. Em 2003, no Lincoln Center de Nova York, abriu o show da cantora Miúcha.
“Em 2000 no Syracuse International Jazz Festival, abrimos para o Ray Charles, era um lugar espetacular, com 45 mil pessoas, o produtor do espetáculo, Frank Malfitano, declarou na coletiva de imprensa que ele sabia que todo mundo tinha ido lá para ver o Ray Charles e a Diana Krall, uma estrela ascendente naquele momento, mas que o público sairia de lá feliz porque teria descoberto algo absolutamente novo e inesperado, que foi o “Brasil Brazil Show”, com a Sonia Santos e a Ana Gazzola. Outro momento que destaco nesses anos por aqui, foi quando abrimos para o Sérgio Mendes no International Jazz Festival de Detroit em 2006. Foi bárbaro, mas muito mais espetacular porque a banda dele já tinha sido nossa. Foi uma farra, um encontro maravilhoso, muito bonito”, relembra Sonia.
Hoje, com mais de seis décadas de carreira, segue sendo uma referência da MPB e da música afro-brasileira. História e autenticidade não envelhecem, apenas se aprofundam.
No ano de 2025, Sonia foi tema de um episódio da série “Os Ímpares”, que propõe encontros entre artistas contemporâneos e álbuns clássicos, porém pouco revisitados, da música brasileira das décadas de 1960, 70 e 80. Exibido em 25 de agosto no Canal Curta e também disponível no Prime Video, o programa apresentou Xande de Pilares e a ex-participante do The Voice Brasil, Priscila Tossan, reinterpretando duas canções de “Crioula” (1977), o segundo álbum da cantora — “O bom malandro” e “Lavadeira”, respectivamente. Na ocasião, Xande, que até então não conhecia o trabalho de Sonia, ficou fascinado.
FICHA TÉCNICA
SÔNIA SANTOS – roteiro e cantora
PITTER ROCHA E RODRIGO FERRERA – arranjos e direção musical
IFÁTÓKI MAÍRA FREITAS – teclados
LETÍCIA MAYARA – bateria
PITTER ROCHA – guitarra
RODRIGO FERRERA – baixo elétrico
SIMONE VIDAL – produção São Paulo
MARCELO AOUILA – produção executiva
JOSÉ LUIZ COUTINHO – direção de produção
ESSEGAROTO AOUILA E OFICINA TEATRAL – produção Rio de Janeiro
ASSOCIAÇÃO CULTURAL SOMAR IDEIAS – realização
SERVIÇO
O Samba Mandou me Chamar
Sinopse: Após 30 anos sem cantar no Brasil, a cantora Sonia Santos apresenta seu novo trabalho. No palco estará acompanhada de 4 músicos. Entre as músicas do roteiro de 20 canções, estão “Xangô”, “Baixa do Sapateiro”, “Água de Beber” e “Pátria Amada”.
Dia: 03 de setembro de 2026
Horário: 19h30
Local: Teatro Rival Petrobras
Endereço: Rua Álvaro Alvim, 33 - Cinelândia, Rio de Janeiro - RJ
Duração: 90 minutos
Classificação: 12 anos