Fred Martins e Jaques Morelenbaum – Vertentes da Bossa
Detalhes do Evento
Fred Martins e Jaques Morelenbaum chegam à Acaso Cultural com Vertentes da Bossa, um encontro entre voz, violão e violoncelo que percorre os desdobramentos da bossa nova na canção brasileira. No dia 13 de novembro, às 20h, o duo apresenta um repertório que revela como essa matriz musical encontrou novas expressões na obra de compositores de diferentes gerações.
O programa é dedicado principalmente a autores que vieram depois da bossa nova e que, a partir de seus elementos, construíram novas formas de fazer canção. Chico Buarque, Gilberto Gil, Edu Lobo, Sueli Costa, Milton Nascimento, Lô Borges e Paulinho da Viola, entre outros, além do próprio Fred Martins, fazem parte desse percurso. Inseridos em contextos e universos musicais distintos, esses compositores levaram características da bossa nova para outras paisagens da música brasileira.
A sofisticação harmônica, a sutileza rítmica, a valorização da melodia, a estreita relação entre palavra e música e a intimidade entre voz e instrumento atravessam o repertório, assumindo novas formas em cada compositor. No encontro entre a voz e o violão de Fred Martins e o violoncelo de Jaques Morelenbaum, as canções ganham arranjos que ressaltam sua riqueza melódica e harmônica.
Vertentes da Bossa convida o público a uma viagem pela canção brasileira a partir de uma de suas matrizes fundamentais, revelando como a bossa nova se projetou para além de seu tempo.
Sobre os artistas
Fred Martins é compositor, cantor e violonista. Influenciado pela bossa nova e pela MPB, desenvolveu uma trajetória autoral marcada pela sofisticação harmônica e pela força da canção. Sua relação com a música brasileira também se aprofundou na transcrição de partituras de Tom Jobim, Chico Buarque, Gilberto Gil, Dorival Caymmi, Noel Rosa, Caetano Veloso e Djavan para os songbooks de Almir Chediak.
Vencedor do 9º Prêmio Visa de Música Brasileira por unanimidade do júri e pelo voto popular, Fred teve composições gravadas por Ney Matogrosso, Adriana Calcanhotto, Zélia Duncan, Maria Rita, José Miguel Wisnik e MPB4, além de intérpretes de Portugal, Cabo Verde e Espanha. Suas canções integram trilhas de novelas da TV Globo, como “Depressa a vida passa”, de Órfãos da Terra. Com oito álbuns e dois DVDs lançados, construiu uma obra que dialoga com diferentes vertentes da música brasileira e apresenta uma linguagem singular e contemporânea.
Jaques Morelenbaum é violoncelista, compositor, arranjador, regente e produtor musical. Em mais de quatro décadas de trajetória, colaborou com Antonio Carlos Jobim, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Egberto Gismonti, Gal Costa, Chico Buarque e Milton Nascimento. Foi integrante da Nova Banda de Tom Jobim, com quem trabalhou por dez anos, e atuou como instrumentista, arranjador e diretor musical de Caetano Veloso.
Sua produção se estende à música internacional, com parcerias com Ryuichi Sakamoto, Sting, Cesária Évora, Mariza e David Byrne. Vencedor de Grammys e outros importantes prêmios, também tem atuação expressiva no cinema: ao lado de Antonio Pinto, foi responsável pela trilha de Central do Brasil. Sua trajetória reúne a excelência do violoncelo, a sofisticação dos arranjos e o diálogo entre diferentes linguagens musicais.
Atenção: O seu ingresso vale desconto no restaurante Nonô e no estacionamento Estapar (Rua Muniz Barreto). Descontos exclusivos para membros do clube O Globo.
Não há lugares marcados na Sala Acaso
A Acaso conta com rampas, elevador e banheiros acessíveis