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Gafieirando - 10 anos

qui., 26 nov ✦ 20:00

Acaso Cultural

Rua Vicente de Sousa 16, Botafogo

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Gafieirando - 10 anos (foto do evento)

Detalhes do Evento

O que rola:

No dia 26 de novembro, a Acaso recebe o Gafieirando para o segundo show de lançamento de seu álbum de estreia, Gafieirando. Em uma noite dedicada à música dos salões, o grupo apresenta ao vivo seu repertório de composições autorais, clássicos dos bailes, releituras e homenagens, com a participação especial de Guinga.


Lançado pela Kuarup em setembro de 2026, o álbum chega no ano em que o Gafieirando completa 10 anos de trajetória. São 12 faixas que percorrem diferentes vertentes da música instrumental e dançante brasileira, reunindo inéditas, novas leituras e referências fundamentais para a história do grupo, como Paulo Moura, Zé da Velha e Lupicínio Rodrigues.


Um dos momentos centrais do disco é Bolero de Satã, parceria de Guinga e Paulo César Pinheiro, gravada com a participação do próprio Guinga cantando. No show da Acaso, esse encontro registrado no álbum ganha uma nova dimensão com a presença do compositor e violonista como convidado especial.


À frente do Gafieirando está Daniela Spielmann, saxofonista, flautista, compositora e pesquisadora, doutora em Música com pesquisa dedicada às gafieiras cariocas. A formação reúne ainda Silvério Pontes, no trompete e flugelhorn; Alexandre Romanazzi, o Maionese da Flauta, na flauta; Alana Moraes, na voz; Antonio Guerra, nos teclados e sanfona; Domingos Teixeira, no violão e guitarra; Rodrigo Villa, no contrabaixo; e Rodrigo Scofield, na bateria.


Um passeio pela música dos salões

Ao longo das 12 faixas do álbum, o Gafieirando constrói um percurso entre diferentes gerações e sonoridades da música brasileira.


Entre as composições de Silvério Pontes e Daniela Spielmann estão Albertina no Baile, dedicada às dançarinas e à tradição dos salões cariocas; Clarinete do Moura, homenagem a Paulo Moura; e O Trombone do Zé, dedicada ao mestre Zé da Velha.


A homenagem a Zé da Velha ganha um significado especial na gravação de O Trombone do Zé, que conta com Everson Moraes tocando o instrumento que pertenceu ao próprio trombonista. A faixa também remete à longa parceria entre Silvério Pontes e Zé da Velha, que dividiram palcos por mais de três décadas.


O repertório inclui ainda Reencontro, de Silvério Pontes; Balacobaco, de Mauro Aguiar e Chico Alves; Todo Santo Dia, de Sombra; e Olha Eu Aqui, Oh, Oh, Oh, de Roberto Corrêa e Jon Lemos.


O grupo também revisita Fibra, de Paulo Moura e Eloir de Moraes, e Gafieira Carioca, de Zé Menezes, além de Nunca, de Lupicínio Rodrigues, e Se Acaso Você Chegasse, de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins.


No álbum, o Gafieirando recebe também as participações de Áurea Martins, Jovi Joviniano, Everson Moraes e André Siqueira, na percussão.


10 anos de trajetória

O Gafieirando nasceu em 2016, inicialmente como Daniela Spielmann Trio, com o propósito de retomar a tradição da gafieira como música ao vivo para ouvir e dançar. Para esse encontro entre a música instrumental e os bailes, Daniela Spielmann convidou os mestres Zé da Velha e Silvério Pontes, dando início a uma trajetória que mais tarde se transformaria no grupo atual.


Com a saída de Zé da Velha da rotina de apresentações noturnas, Alexandre Romanazzi passou a integrar o projeto, consolidando a formação dos sopros ao lado de Daniela e Silvério. Ao longo dos anos, a formação foi se transformando até chegar à configuração atual.


Originalmente instrumental, o Gafieirando passou a receber convidados vocais a partir de 2022. Alana Moraes desenvolveu uma forte identificação artística com o projeto e tornou-se integrante fixa do grupo. Áurea Martins também participou de diferentes apresentações como convidada especial.


Em sua trajetória, o grupo passou por festivais e projetos culturais como o Rio Montreux Jazz Festival, além de festivais em Minas Gerais e projetos realizados por meio de editais públicos de cultura no Rio de Janeiro. Atualmente, mantém sua ligação com o projeto Gafieira Rio Antigo, no Rio Scenarium.


Em 2026, além de completar uma década de atividade, o Gafieirando participou do movimento que culminou na criação do Dia da Gafieira, celebrado oficialmente em 17 de julho.


Agora, os 10 anos de trajetória encontram no primeiro álbum e em seu lançamento ao vivo uma nova etapa: uma noite para ouvir, dançar e percorrer a história da gafieira através de músicos que seguem colocando essa tradição em diálogo com o presente.



Atenção: O seu ingresso vale desconto no restaurante Nonô e no estacionamento Estapar (Rua Muniz Barreto). Descontos exclusivos para membros do clube O Globo.


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