Pedro Miranda
Detalhes do Evento
Cantor, percussionista, ator e compositor, Pedro Miranda apresenta na Acaso Cultural um show que percorre diferentes caminhos da música popular brasileira, reunindo samba, choro, forró e canções que marcaram sua trajetória. Em uma apresentação intimista de voz e violão, o artista combina repertório autoral, clássicos da música brasileira e versões de seu trabalho mais recente.
Pedro Miranda começou a cantar em rodas de samba nos anos 1990, durante o movimento de revitalização da Lapa, no Rio de Janeiro. Desde então, construiu uma trajetória marcada pela versatilidade, pelo timbre singular e pela presença de palco bem-humorada. Com sua voz e seu pandeiro, percorreu diferentes países e participou de importantes projetos musicais, consolidando seu nome entre os artistas de destaque da música brasileira contemporânea.
O espetáculo Pedro Miranda nasceu dos ensaios abertos realizados pelo músico no Parque da Cidade, durante a retomada da cena cultural após a pandemia. Naquele período, Pedro colocou em prática os estudos de violão desenvolvidos durante o isolamento social e passou a incorporar o instrumento à sua atuação musical. Os encontros dominicais de voz e violão fortaleceram a proximidade do artista com o público.
Pedro Miranda apresenta um roteiro musical diverso, que transita entre gêneros e gerações, valorizando a riqueza melódica e rítmica da música popular brasileira.
Repertório
O público poderá ouvir canções que acompanham a trajetória do artista, como O Samba É Meu Dom, de Paulo César Pinheiro, e Samba de Dois-dois, de Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro.
O repertório também inclui composições autorais desenvolvidas em parceria com Cristóvão Bastos, Domenico Lancellotti, João Cavalcanti e Alfredo Del-Penho, além de versões presentes em seu trabalho mais recente, como Futuros Amantes, de Chico Buarque; Flor do Cerrado, de Caetano Veloso; Nada de Novo, de Paulinho da Viola; e Também Pede Bis, de Cezar Mendes e Arnaldo Antunes.
Entre os clássicos da música brasileira que integram o roteiro estão Coisas do Mundo, Minha Nega, de Paulinho da Viola; Gema, de Caetano Veloso; Desde Que o Samba É Samba, de Caetano Veloso e Gilberto Gil; Paratodos, de Chico Buarque; João e Maria, de Sivuca e Chico Buarque; e Rosa, de Otávio de Sousa e Pixinguinha, entre outras canções.
Sobre Pedro Miranda
A trajetória de Pedro Miranda é marcada pela atuação em diferentes frentes da música e das artes cênicas, além de seu envolvimento com iniciativas de ocupação cultural dos espaços públicos.
Com o álbum Samba Original, seu terceiro trabalho solo, recebeu o Prêmio da Música Brasileira de 2017 na categoria Melhor Disco de Samba e foi indicado a Melhor Cantor de Samba. Em 2023, o projeto Desengaiola conquistou o Prêmio da Música Brasileira na categoria Projeto Especial e recebeu indicação ao Grammy Latino. Em 2024, o artista foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira na categoria Lançamento em Língua Estrangeira, com o single em espanhol Candombe Bailador, de Daniel Maza e Maria Volonte.
A ocupação de espaços públicos acompanha Pedro desde o início de sua carreira. Na década de 1990, participou da fundação do Cordão do Boitatá, iniciativa importante para a reconstrução do Carnaval de rua carioca. A partir de 2017, passou a promover uma série de encontros musicais na Gávea, bairro onde vive. O Samba da Gávea abriu caminho para o Forró da Gávea e o Choro da Gávea, realizado na praça Santos Dumont com o Coletivo Choro na Rua. Mais recentemente, criou o Voz e Violão – Ensaio Aberto, no Parque da Cidade, no pátio do Museu Histórico da Cidade.
Pedro integrou o Grupo Semente por mais de uma década e faz parte do grupo Samba de Fato, responsável pelo premiado álbum O Samba Informal de Mauro Duarte, lançado em 2008. Como ator, participou do espetáculo Sassaricando – e o Rio Inventou a Marchinha e integrou o grupo musical infantil Farra dos Brinquedos. Também assina a direção musical de Clementina, Cadê Você, que estreou em 2013.
Sua atuação fonográfica inclui participações em discos de Gilberto Gil, Mario Adnet, Eduardo Gallotti, João Callado, Antonia Adnet, Roberta Sá e Casuarina, além de álbuns coletivos como O Samba É Minha Nobreza, Lembranças Cariocas, Samba pras Crianças e Lamartiníadas.
Pedro também participou de projetos dedicados a grandes nomes da música brasileira, como Contos de Areia – 70 Anos de Clara Nunes, Para Sempre Noel, Alô, Alô, 100 Anos de Carmen Miranda, Samba & Humor, Lamartine em Revista, Ismael Silva: Deixa Falar e Onomatopéia Não é Palavrão, apresentados nos palcos do Centro Cultural Banco do Brasil.
Em 2018, fez uma turnê pelo Japão. No ano seguinte, participou do projeto Nelson Sargento 90 Anos, ao lado do próprio homenageado e do grupo Galo Preto, e de + Chico, com o Quarteto do Rio, em homenagem aos 75 anos de Chico Buarque. Em 2019, também apresentou o Festival Choro Jazz, em Fortaleza e Jericoacoara, onde se apresentou com o Samba de Fato.
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- Não há lugares marcados na Sala Acaso
- A Acaso conta com rampas, elevador e banheiros acessíveis