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Série Notas e Sabores: Concerto 'Música Brasileira Instrumental e Vocal', com os Violões da UFRJ

Por IICRio

sex., 28 ago ✦ 12:00

POLO CULTURAL ITALIANORIO

Av. Pres. Antônio Carlos, 40 - Centro

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Série Notas e Sabores: Concerto 'Música Brasileira Instrumental e Vocal', com os Violões da UFRJ (foto do evento)

Detalhes do Evento

O que rola:
A música brasileira guarda sua história nos detalhes. Uma linha de baixo que antecede a melodia. O som breve do cavaquinho. Uma pausa em que o ritmo continua se movendo.

O novo encontro do Notas e Sabores apresenta os Violões da UFRJ com o concerto Música Brasileira Instrumental e Vocal. O grupo da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro reúne violões de seis e sete cordas, bandolim, cavaquinho e percussão. Uma formação construída para relacionar escrita, escuta e prática coletiva.

O concerto percorre a música popular brasileira seguindo o elo entre o choro e o samba. As composições de Radames Gnattali, Ernesto Nazareth, Pixinguinha e Jacob do Bandolim devolvem um repertório instrumental no qual o rigor da forma convive com a mobilidade do ritmo. Sivuca, Nelson Cavaquinho e Zequinha de Abreu trazem outros acentos, até a passagem para a música vocal.

Com os sambas de Zeca Pagodinho, Almir Guineto e Jorge Aragão, a voz entra na trama das cordas. As canções pertencem há tempos à memória coletiva. Os arranjos trazem para o primeiro plano sua estrutura: os baixos respondem aos contrapontos, os instrumentos se passam a frase.

A série Notas e Sabores acolhe, assim, um trabalho amadurecido ao longo do tempo, construído pela disciplina dos ensaios e pelo encontro entre diferentes gerações de músicos. O concerto deixa emergir a precisão do conjunto sem apagar o caráter imediato do repertório. Cada parte permanece reconhecível. Ganha sentido apenas na relação com as outras.

A força do concerto está nessa continuidade concreta. As músicas pertencem à tradição, mas são tocadas por jovens intérpretes que estudam sua construção e assumem sua linguagem. No palco, a memória não fica parada. Passa de um instrumento a outro.

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