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Sopro da Terra – Carlos Malta, Jean-Luc Thomas e Bernardo Aguiar

sáb., 17 out ✦ 20:00

Acaso Cultural

Rua Vicente de Sousa 16, Botafogo

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Sopro da Terra – Carlos Malta, Jean-Luc Thomas e Bernardo Aguiar (foto do evento)

Detalhes do Evento

Sopro da Terra reúne três músicos de lados opostos do Atlântico: o flautista bretão e viajante Jean-Luc Thomas e os brasileiros Carlos Malta e Bernardo Aguiar. O encontro dá origem a uma música construída a partir do diálogo entre Brasil e Bretanha, aproximando flautas, pífaros e pandeiros em um repertório que percorre frevos, gavotas, baiões e outras sonoridades tradicionais, com espaço também para a improvisação e, ocasionalmente, elementos eletrônicos.


Doze anos depois do primeiro encontro e de uma turnê pelo Brasil, o trio volta a se reunir em uma grande turnê europeia em comemoração aos 30 anos do Pife Muderno, grupo criado e liderado por Carlos Malta e considerado um dos projetos mais importantes e longevos da música instrumental brasileira.


A música de Sopro da Terra nasce justamente desse trânsito entre territórios, experiências e tradições. De um lado, a música brasileira, com sua diversidade rítmica e a força da percussão e dos sopros. Do outro, a tradição musical bretã, suas melodias, danças e instrumentos. Entre elas, o jazz, a música contemporânea e as experiências acumuladas pelos três músicos em diferentes países e contextos.


Quando o “Escultor do Vento” Carlos Malta encontra o “Soprador de Sonhos” Jean-Luc Thomas, acompanhado pela percussão de Bernardo Aguiar, o resultado é uma experiência musical marcada pela liberdade, pelo diálogo e pela riqueza de timbres.


Carlos Malta

Conhecido como “Escultor do Vento”, o carioca Carlos Malta é multinstrumentista, arranjador, compositor e educador. Com mais de quarenta anos de carreira, construiu uma trajetória marcada pela criatividade, pela pluralidade e por uma linguagem própria nos instrumentos de sopro.


Carlos Malta iniciou sua carreira em 1978 e, em 1981, aos 20 anos, entrou para o grupo de Hermeto Pascoal, onde permaneceu por 12 anos. Nesse período, participou da gravação de cinco álbuns e de inúmeros festivais e concertos realizados em diferentes partes do mundo.


Ao longo da carreira, tocou com nomes como Edu Lobo, Gilberto Gil, Aldir Blanc, Ivan Lins, Lenine, Caetano Veloso, Paralamas do Sucesso, Paulinho Moska, Guinga, Rosa Passos, Gal Costa, Bobby McFerrin, Dave Matthews e Snarky Puppy, entre muitos outros.


Seu trabalho solo ressalta a criatividade, a pluralidade e um marcante sotaque brasileiro, presente em suas apresentações e gravações, algumas delas indicadas ao Prêmio Sharp. Carlos Malta já se apresentou em diversos países da Europa, China, Estados Unidos, África, África do Sul, Japão, Venezuela, República Dominicana, Cuba e Colômbia, além das principais cenas da música instrumental brasileira.


Como líder e parceiro de diferentes projetos, lançou diversos álbuns e criou grupos que marcaram sua trajetória. O mais célebre deles é o Carlos Malta e Pife Muderno, que completa três décadas de existência e é considerado pela crítica especializada um dos mais importantes e longevos projetos da música instrumental brasileira.


Jean-Luc Thomas

Músico viajante, Jean-Luc Thomas explora há muitos anos a dualidade entre suas raízes bretãs e os encontros com diferentes estilos musicais e culturas. Jazz, música contemporânea, Brasil, Níger, Índia e muitos outros universos fazem parte de sua trajetória.


Por meio da composição e da improvisação, desenvolveu uma linguagem própria, alimentada pelas experiências e encontros proporcionados por suas viagens.


Depois de percorrer as estradas da Bretanha com os grupos de fest-noz Hastañ e Pellgomz, Jean-Luc Thomas iniciou uma trajetória internacional que o levou a países como Brasil, Mali, Curdistão Iraquiano, Polônia, Níger, Irlanda, Itália, Suíça, Índia, Suécia e Dinamarca.


Nessas viagens, cruzou o caminho de músicos como Amadou Diallo, Dominique Pifarely, Bojan Z, Andy Emler, Yacouba Moumouni, Boubacar Souleymane, François Corneloup, Maré Sanogo, Jacques Pellen, Abdallah Ag Oumbadougou, Kej, Michel Godard, Ravichandra Kulur e Carlos Malta, entre muitos outros.


Também colaborou durante três anos com o Teatro Equestre Zingaro, no espetáculo Ex Anima.


Seu trabalho continua atravessado pelo interesse tanto pela música folclórica quanto pela música clássica e pelas experiências construídas ao lado de artistas de diferentes origens. Ao mesmo tempo, mantém como fundamentos de sua trajetória a música bretã de fest-noz — festas tradicionais de dança da Bretanha — e a música irlandesa de sessions e ceilis.


Bernardo Aguiar

Percussionista, produtor musical e educador, Bernardo Aguiar nasceu no Rio de Janeiro e iniciou sua trajetória no carnaval carioca ainda criança. Aos 13 anos, já era solista da orquestra de pandeiros Pandemonium.


Sua carreira é marcada pela versatilidade e pela investigação das possibilidades da percussão brasileira. Integra o Pife Muderno, com o qual já se apresentou em palcos como o Carnegie Hall e o Forbidden City Concert Hall.


Fundador do Pandeiro Repique Duo, Bernardo expandiu os limites do pandeiro e da percussão em direção a sonoridades universais, desenvolvendo projetos como o PRD Mais e o grupo Via Mundi, além de colaborações com artistas como Yamandú Costa, Jacob Collier e Hamilton de Holanda.


Também acompanhou nomes como Martinho da Vila, Guinga, O Rappa e Roberta Sá. Participou do projeto Family Dinner 2, do Snarky Puppy, e de gravações com Jeff Coffin indicadas ao Grammy.


Criador do projeto audiovisual Universal Pandeiro, é autor do curso online Pandeiro Moderno e atua como educador em instituições como a Juilliard School e a Berklee Valencia.


Como produtor musical, desenvolve uma identidade própria, unindo percussão, ambiência e narrativa, em trabalhos como o álbum Corpo Mar, de Aline Paes, e a trilha premiada do filme Camilo e Lucia.


Em Sopro da Terra, sua percussão estabelece uma ponte entre os sopros de Carlos Malta e Jean-Luc Thomas, contribuindo para uma música que aproxima ritmos, tradições e experiências de diferentes partes do mundo.







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  • Não há lugares marcados na Sala Acaso



  • A Acaso conta com rampas, elevador e banheiros acessíveis