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Sobre o Artista
Hamilton de Holanda é bandolinista e compositor de choro, samba e jazz, e fez do bandolim de 10 cordas a sua marca. Veja acima todas as festas e shows de Hamilton de Holanda no Rio de Janeiro. O cupom de desconto ou a lista amiga, quando o evento tem, aparece nos detalhes dele.
Quem é Hamilton de Holanda
Nasceu em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 30 de março de 1976, filho de pernambucanos, e se mudou com a família para Brasília antes de completar um ano. Cresceu tocando em casa com o pai, o violonista José Américo, e o irmão, Fernando César, no violão de sete cordas. O primeiro bandolim veio do avô, no Natal de 1981, e ele aprendeu a tocar antes de ler e escrever. Com o irmão formou o Dois de Ouro, duo que saiu das rodas do Clube do Choro de Brasília e chegou ao Fantástico ainda na infância.
Em 1995, aos 19 anos, ganhou o prêmio de melhor intérprete no II Festival de Choro do Estado do Rio de Janeiro. Depois foi professor fundador e primeiro coordenador da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, em Brasília. O Dia Nacional do Choro também saiu de uma ideia dele: Hamilton levou a proposta ao senador Artur da Távola, e a lei de 2000 fixou a data em 23 de abril, em homenagem a Pixinguinha.
O bandolim tradicional tem quatro pares de cordas. Em 2000, ele pediu ao luthier Vergílio Lima um instrumento com um quinto par, grave e afinado em dó, para tocar melodia, harmonia e ritmo ao mesmo tempo. Depois de um ano em Paris, onde firmou a técnica do instrumento, mudou-se para o Rio em 2003. No Leblon Lounge, gravou ao vivo e sem overdubs o disco solo 01 Byte 10 Cordas, lançado em 2005. Em 2006 veio Brasilianos, com o quinteto, álbum que consolidou a carreira dele no exterior.
Dedicou discos a Pixinguinha (Mundo de Pixinguinha, 2013), Chico Buarque (Samba de Chico, 2016), Milton Nascimento (Casa de Bituca, 2017), Jacob do Bandolim (Jacob 10ZZ, 2018) e Djavan (Samurai, 2023). Gravou em duo com Stefano Bollani, pela ECM, Yamandu Costa e André Mehmari, e foi solista convidado da Jazz at Lincoln Center Orchestra, de Wynton Marsalis. Na França virou "Le Prince de la mandoline"; nos Estados Unidos, "o Jimi Hendrix do bandolim".
No Grammy Latino, venceu Melhor Canção Brasileira com "Bossa Negra" (2015), parceria com Diogo Nogueira e Marcos Portinari; Melhor Álbum Instrumental com Samba de Chico (2016), Maxixe Samba Groove (2022) e Tembla (2024), com o C4 Trío; e Melhor Álbum de Jazz Latino/Jazz com Hamilton de Holanda Trio: Live in NYC (2025), em empate com o cubano Chucho Valdés. Collab, em duo com o pianista cubano Gonzalo Rubalcaba, rendeu a primeira indicação ao Grammy americano, em 2025. No Prêmio da Música Brasileira, soma mais de dez vitórias, entre elas a de Melhor Artista de Música Instrumental em 2026.
Para começar a ouvir, vá de "Afro Choro", com Chris Potter, "Naquela Mesa", "Nação", com João Bosco, e "soul brasileiro", com Os Garotin e Lenine. Em 2026 ele lançou NOVA, gravado com o trio e com participações de Anoushka Shankar e Ibrahim Maalouf. O resto da discografia está no perfil de Hamilton de Holanda no Spotify, e os vídeos ficam no canal oficial no YouTube.
Hamilton de Holanda e o Rio
A chegada à cidade teve temporada no Rio Scenarium. Em 2016, ele tocou na roda de samba da abertura dos Jogos Paralímpicos, no Maracanã. Em 2017, recebeu na Casa do Choro a guarda de um raro bandolim de 10 cordas que pertenceu a Jacob do Bandolim. A parceria com Rubalcaba estreou no Vivo Rio, em setembro de 2023, e em 2024 ele tocou com Mestrinho e Armandinho Macêdo na recepção aos chefes de Estado do G20, no Museu de Arte Moderna.
Um dos bandolins usados em Maxixe Samba Groove também tem história carioca: o luthier e bombeiro Davi Lopes construiu o instrumento com madeiras de mais de 200 anos salvas do incêndio do Museu Nacional.
Perguntas frequentes sobre Hamilton de Holanda no Rio
Quando é o próximo show de Hamilton de Holanda no Rio?
A lista de eventos acima mostra as datas confirmadas. Se não tiver nenhuma data futura, ainda não tem show marcado na cidade.
O que é o Baile do Hamilton?
Uma gafieira moderna de choro, samba e improviso, feita para dançar e sempre com convidados. Nasceu nos bastidores do Circo Voador, na Lapa, em 31 de agosto de 2012, com o nome de Baile do Almeidinha, personagem inventado pelo empresário de Hamilton, Marcos Portinari. A produção conta mais de 100 edições. A festa virou disco em 2015 e ganhou até uma versão para crianças, o Bailinho do Almeidinha.
Como é um show de Hamilton de Holanda?
Depende da formação. Com o trio, ao lado de Salomão Soares nos teclados e Thiago "Big" Rabello na bateria, o repertório vai do choro ao jazz, com espaço para improviso. Ele também toca sozinho e entra como convidado em shows de outros artistas, então confira nos detalhes de cada evento quem sobe ao palco.
Onde Hamilton de Holanda toca no Rio?
Os palcos variam bastante: além do Circo Voador e da Casa do Choro, ele passou pelo Qualistage e pelos Arcos da Lapa, no Festival TOCA.
Tem show de graça?
Às vezes. A série Sextas Instrumentais, do Espaço Cultural BNDES, no Centro, recebeu o show solo dele em maio de 2026 com entrada gratuita. O preço de cada show aparece nos detalhes do evento.
Onde comprar ingresso?
Cada evento acima leva direto ao site oficial de venda de ingressos.
Curiosidade
Pixinguinha pesa tanto na música de Hamilton que ele quis dar o nome do mestre ao filho. A mãe e a esposa barraram a ideia: acharam que o menino sofreria bullying.