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Sobre o Artista
O Ilê Aiyê é o primeiro bloco afro do Brasil, fundado em 1º de novembro de 1974 no Curuzu, no bairro da Liberdade, em Salvador, por Antônio Carlos dos Santos, o Vovô do Ilê, e Apolônio de Jesus. Com tambores, coro e dança, o grupo leva para o palco e para a rua a música e a estética negra da Bahia, e é uma das marcas do Carnaval de Salvador. Veja abaixo todas as festas e shows do Ilê Aiyê no Rio de Janeiro, com data, local e link para o ingresso. Quando um evento tem cupom de desconto ou lista amiga, a gente mostra nos detalhes dele.
Do Curuzu para o Carnaval
Em iorubá, o nome costuma ser traduzido como "mundo negro" ou "casa dos negros". O bloco desfilou pela primeira vez no Carnaval de 1975, com menos de cem pessoas, cantando "Que Bloco É Esse?", de Paulinho Camafeu. A reação de parte da imprensa baiana foi dura: o jornal A Tarde chegou a estampar a manchete "Bloco Racista, Nota Destoante". O Ilê seguiu em frente como entidade de valorização da cultura negra e de combate ao racismo, com escolas e projetos para crianças no Curuzu.
A história do bloco se mistura com a do terreiro Ilê Axé Jitolu, da ialorixá Mãe Hilda, mãe de Vovô. Todo Carnaval, a saída do Ilê começa com uma cerimônia de bênção no Curuzu, com cânticos, oferendas e uma revoada de pombas brancas, antes de o bloco ganhar a ladeira levando a Deusa do Ébano, a mulher eleita na Noite da Beleza Negra para representar o Ilê durante o ano. Hoje quem conduz o ritual é Doné Hildelice, filha e sucessora de Mãe Hilda.
Os blocos afro que surgiram depois, como o Olodum e o Malê Debalê, herdaram muito do que o Ilê criou. Em 2024, o bloco completou 50 anos.
Músicas e discos
O som do Ilê é feito de percussão, coro e letras que falam da África, da história negra e do próprio bairro da Liberdade. Entre os sucessos do bloco estão "Que Bloco É Esse?", "Depois que o Ilê Passar", "O Mais Belo dos Belos (O Charme da Liberdade)" e "Deusa do Ébano". "Que Bloco É Esse?" também ficou conhecida na voz de Gilberto Gil, que regravou a música com o título "Ilê Ayê" no disco Refavela, de 1977.
A discografia passa pela série Canto Negro, iniciada em 1984, pelo ao vivo Ilê Aiyê Bonito de Se Ver e pelo Macaco Sessions: Ilê Aiyê (2019). Em 2025, o bloco lançou singles como "Matriarca do Curuzu", "Nzinga Brasileira" e "Filhos do Barro Preto". Para ouvir tudo, acesse o perfil do Ilê Aiyê no Spotify.
Perguntas frequentes
O Ilê Aiyê vai fazer show no Rio de Janeiro?
Os shows confirmados aparecem na lista abaixo, com data, local e link para o ingresso. O bloco estreou na lona do Circo Voador, na Lapa, em 2022, e volta à casa em novembro de 2026 no Festival Abraço Negro, na véspera do feriado do Dia da Consciência Negra, com a participação da Surdo Um da Mangueira.
Como é o show do Ilê Aiyê?
No palco, o Ilê leva a bateria de tambores, os cantores e o Grupo de Dança do Ilê Aiyê, que nasceu em 1985 a partir do cortejo de abertura da Noite da Beleza Negra.
Onde comprar ingresso para o show do Ilê Aiyê no Rio?
Cada evento listado abaixo tem o link direto para a página de venda, com os preços e os lotes disponíveis.
Tem cupom de desconto ou lista para os shows do Ilê Aiyê?
Quando a produção ou a venda divulgam cupom de desconto ou lista amiga, a gente mostra nos detalhes do evento, junto com o link do ingresso.
Qual a classificação etária dos shows?
Quem define é a produção de cada show, e a informação aparece na página de venda do ingresso. Confira no link do evento abaixo antes de comprar.
Curiosidade
Os fundadores queriam batizar o bloco de "Poder Negro", mas a Polícia Federal da Bahia barrou o registro com esse nome. Foi aí que surgiu o Ilê Aiyê.