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Arcos da Lapa

Aqueduto do século 18 e cartão-postal da Lapa

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Arcos da Lapa (foto do local)

Agenda de eventos em Arcos da Lapa

Sobre o Local

Os Arcos da Lapa são o antigo Aqueduto da Carioca: 42 arcos duplos, 270 metros de comprimento e 17 de altura, erguidos no século 18 na atual Praça Cardeal Câmara, na Lapa. Feitos para levar água ao Centro do Rio, hoje carregam o Bonde de Santa Teresa e seguem como o grande cartão-postal do bairro.

A água do Rio Carioca levou mais de um século para chegar à cidade, em obras que contaram com mão de obra escravizada e indígena. O primeiro aqueduto ficou pronto em 1723, e em 1744 o governador Gomes Freire de Andrade mandou refazer a obra em pedra. A versão que está de pé foi inaugurada em 1750, em projeto atribuído ao engenheiro José Fernandes Pinto Alpoim, e a Riotur a descreve como a maior obra arquitetônica feita no Brasil no período colonial. A água terminava em um chafariz de mármore com 16 bicas de bronze, ao pé do Convento de Santo Antônio.

O uso mudou em 1º de setembro de 1896, quando os Arcos viraram viaduto para os bondes que ligam o Centro a Santa Teresa. O monumento é tombado pelo Iphan desde 1938, o que não impediu um decreto federal de 1949 de autorizar a retirada de um dos pilares para abrir caminho ao trânsito da Avenida Mem de Sá, com a obrigação de restaurá-lo depois. A restauração mais recente terminou em julho de 2026: R$ 1,7 milhão em limpeza, recuperação da praça e caiação, a pintura tradicional com cal virgem que dá ao monumento sua cor branca.

De dia, os Arcos são parada de foto para quem vê o bonde passar lá em cima, e dois painéis de Selarón ficam por perto. À noite e nos fins de semana, o entorno enche com quem vai para os bares da Lapa, para o Circo Voador, logo atrás dos Arcos, ou para a Fundição Progresso, na Rua dos Arcos. Segundo o Observatório do Turismo Carioca, a Lapa recebeu mais de 7,4 milhões de visitantes em 2025.

Por ser um monumento em praça pública, os Arcos não têm bilheteria nem agenda própria: o que rola ali depende de quem ocupa o espaço. Às sextas, o encontro é a Lapa do Meu Samba, uma roda de samba ao ar livre embaixo dos Arcos, com repertório de samba de raiz, partido-alto e pagode. Os Arcos também recebem grandes eventos abertos, como o Auto da Paixão de Cristo, que chegou à 48ª edição na Sexta-feira Santa de 2026, e o show gratuito que abriu a Semana de Arte do Rio em setembro do mesmo ano.

As próximas datas estão na agenda acima, e cada uma tem sua própria página.

Perguntas frequentes

Precisa pagar para ver os Arcos da Lapa?

Não. Os Arcos ficam ao ar livre, em uma praça pública aberta 24 horas, sem ingresso nem horário de visita. Quem quer cruzar o monumento de bonde paga a passagem à parte.

Como chegar aos Arcos da Lapa de metrô?

Use as estações Carioca ou Cinelândia. No show de outubro de 2025, o MetrôRio indicou a Carioca para a ida e a volta. O VLT também para na Cinelândia.

Dá para passar de bonde em cima dos Arcos?

Dá. O Bonde de Santa Teresa sai da Estação Carioca, no Centro, e usa os Arcos como viaduto a caminho do bairro. Ele circula durante o dia, então confira os horários antes de ir.

O que muda em dia de grande evento nos Arcos?

As ruas em volta costumam ser interditadas, em alguns casos desde a manhã, e o acesso às estações pode ter regras especiais: no show de outubro de 2025, a operação do metrô limitou o embarque na Cinelândia a partir das 19h. Nesses dias, a CET-Rio orienta trocar o carro pelo transporte público.

A região dos Arcos é segura à noite?

Visitantes costumam comentar nas avaliações do Google Maps que o lugar vale a visita, mas que dependendo do dia e do horário é preciso atenção.

Os Arcos têm acesso para cadeira de rodas?

O Google Maps indica entrada acessível para cadeirantes. O piso em volta é de pedra portuguesa.

Onde comer e beber perto dos Arcos?

A Lapa é cheia de bares, e o entorno do Circo Voador e da Fundição Progresso, na Rua dos Arcos, tem bares e restaurantes.